PROJETO
– CONHECENDO A MATEMÁTICA
Duração: 02 aulas.
Aula
01
Tema: Como Surgiu a
Matemática.
Conteúdo: Iniciar a aula com
a explicação do surgimento do número, da contagem. Com a história dos pastores ilustrada
em cartolinas e com recursos onde haverá o contato com o que diz a teoria, ir
mostrando aos alunos como surgiu a necessidade de se contar e como ela foi se
aperfeiçoando ao passar do tempo, utilizando como base o texto 01 - “História
da matemática”. Fazer o uso de recursos visuais e táteis para melhor fixação e
interação com a teoria aplicada.
Aula
02:
Tema: Instrumentos de
contagem - Ábaco
Conteúdo: Como visto na aula
anterior, vários objetos podem nos auxiliar na contagem, como as pedras, os nós
em cordas, os próprios dedos, rabiscos e muito mais. Nessa aula conheceremos os
diversos tipos de ábacos e o seu funcionamento, utilizar como base o texto 02 - “Ábaco”. Por fim, construiremos um ábaco do tipo “Ábaco de pinos” que é
um ábaco mais fácil de ser construído e pode ser feito pelas próprias crianças.
Após a construção do ábaco, entregar as atividades que pedem a utilização do
mesmo, e realizar a atividade com os alunos.
Texto 01:
HISTÓRIA
DA MATEMÁTICA
A
matemática esta presente no dia-a-dia de todos, e até ela chegar a ficar da
forma que conhecemos hoje, ela percorreu um longo caminho, datado desde a
pré-história com os nômades, que são pessoas que não se fixam em um só lugar.
Ela se desenvolveu principalmente na Mesopotâmia, que é considerada uma das
civilizações mais antigas da história, era uma região que ficava entre os rios
Tigre e Eufrates no Oriente Médio, era habitada por vários povos como os
babilônicos, assírios, sumérios, caldeus, amoritas e acádios; o Egito, a Grécia
e a Índia, são outros países que tem grande destaque no desenvolvimento da
Matemática.
A
necessidade de saber as quantidades foi surgindo com o avanço da humanidade,
quando deixavam de ser nômades e
passaram a formar vilarejos ao lado de rios e a cultivar nas terras. Com esse
avanço da humanidade os vilarejos foram se tornando cidades e vilas, para não
haver o desperdício ou a falta de suprimentos cultivados, e ter controle do
rebanho, surgiu à necessidade de se organizar um método de contagem, e não
somente de contagem, mas também de escrita.
A contagem era feita com pedrinhas ou nós em cordas, os pastores iam
contando suas ovelhas, sendo que cada pedra representava uma ovelha, se sobrasse
pedra, significava que alguma ovelha havia se perdido e se faltasse que tinha
animais a mais no rebanho. Com a
evolução do homem e da matemática surgiu a palavra “calculo” que em latim
significa “contas com pedras”.
Porém,
com o passar do tempo foi se notando que era preciso mais rapidez na contagem e
como fazer isso com nós e pedras? Foi com esse pensamento que os Egípcios
criaram símbolos que representassem cada quantidade de pedras ou nós,
facilitando assim o cálculo. O sistema
de numeração egípcia se baseava em sete números que são 1, 10, 100, 1.000,
10.000, 100.000 e 1.000.000, que eram representados pelos seguintes símbolos
(imagem abaixo):
Era
feita uma combinação desses símbolos para representar outros números que não
tinham um símbolo representativo. Os
egípcios foram a primeira civilização a desenvolverem símbolos para representar
os números, por isso seu destaque na história da matemática.
Porém
os egípcios não foram a única civilização com destaques, temos a Grécia que
tinha dois filósofos matemáticos de grande importância, que são Tales de Mileto
que foi considerado o originador da organização dedutiva da geometria, foi o
primeiro matemático grego; e temos também Pitágoras que fundou uma sociedade
secreta que tinha como base a matemática e filosofia, eram denominados como os pitagóricos,
eles mudaram a concepção egípcia e babilônica de matemática, afirmando que matemática estava inclusa na
definição de filosofia. Aos gregos é creditada a introdução á Geometria, mas
não se sabe se é por causa de Tales ou de outros depois dele.
Por
fim, percebe-se que a medida que o tempo foi se passando a matemática foi
tornando-se cada vez mais complexa, uma civilização pegava o conhecimento de
outra e assim havia o aperfeiçoamento e complementação das teorias descobertas,
tornando a matemática cada vez mais verdadeira e significativa para o homem
resolver ações no seu cotidiano.
Texto 02:
ÁBACO
O
ábaco é um instrumento criado pelos chineses, esse instrumento foi criado a
partir da necessidade de se fazer contas mais complexas, ele é formado por fios
paralelos e contas deslizantes que dependendo da sua posição representa um tipo
de unidade (CM, DM, UM, C, D, U). O ábaco é usado em contas de soma, subtração,
multiplicação e divisão e na resolução de problemas com frações e raízes
quadradas. Existem vários tipos de ábaco, porém a sua utilização e
funcionamento sempre se assemelha. Veremos agora os tipos de ábaco:
Ábaco
Mesopotâmico:
O
ábaco Mesopotâmico foi desenvolvido por volta de 2400 a.C e foi construído numa
pedra lisa coberta por areia ou pó. Palavras e letras eram desenhadas na areia.
Contagem: Os números eram eventualmente adicionados e bolas de pedra eram
utilizadas para ajuda nos cálculos.
Ábaco
Babilônio:
Os
babilônios já utilizavam este ábaco por volta de 2700-2300 a. C, provavelmente
o primeiro, mas demonstrou alguns problemas. Contagem: Já era utilizado para
fazer operações e subtração com sistema numérico sexagesimal (base 60).
Ábaco
Egípcio:
O
uso do ábaco no antigo Egito é mencionado pelo historiador grego Crabertotous,
que escreve sobre a maneira do uso de discos (ábacos) pelos egípcios. Contagem:
Era oposta na direção quando comparada com o grego.
Ábaco
Grego:
O
ábaco mais velho descoberto em 1946 era feito de mármore de 149 cm, 75 cm de
largura e de 4,5 cm de espessura, Estes eram feitos de madeira ou mármore com
linhas paralelas pintadas ou vazadas. Contagem: Com cinco grupos de marcação
era um dispositivo com objetivo de facilitar cálculos matemáticos que seriam
complexos para se fazer mentalmente, onde se deslocavam as contas, eram
chamados pelos gregos de abakion.
Ábaco
Romano:
Contagem:
O método para efetuar operações aritméticas, era mover as bolas de contagem
numa tábua própria e as linhas marcadas indicavam as unidades, meia dezenas e
dezenas (como na numeração romana) O sistema de contagem contrária continuou
até à queda de Roma. Para representar os números neste ábaco eram colocadas
fichas nas colunas, estas fichas tinham o nome de Calculi (pequenas pedras), e
eram dispostas pelas colunas segundo as unidades, dezenas, centenas, etc., que
esse número tinha (quando atingiam as dez fichas numa coluna, estas eram
substituídas por uma ficha na coluna de grandeza imediatamente superior).Por
exemplo, para representar o número 3.754, colocava-se 4 fichas na primeira
coluna, 5 fichas na segunda coluna, 7 fichas na terceira coluna e 3 fichas na
quarta coluna.
Ábaco
Indiano:
Ele
é conhecido também como ábaco de pinos, no século V já gravavam os resultados
do ábaco. Contagem: Nesse ábaco, cada pino equivale a uma posição no nosso
sistema de numeração, sendo que o primeiro, da direita para a esquerda
representa a unidade, e os próximos representam à dezena, a centena, a unidade
de milhar e assim por diante.
Ábaco
Chinês:
O
registo mais antigo que se conhece é um esboço presente num livro da dinastia
Yuan (século XIV). O seu nome em Mandarim é "Suan Pan" que significa
"prato de cálculo". Contagem: O ábaco chinês tem 2 contas em cada
vareta de cima e 5 nas varetas de baixo razão pela qual este tipo de ábaco é
referido como ábaco 2/5. O ábaco 2/5
sobreviveu sem qualquer alteração até 1850, altura em que aparece o ábaco do tipo 1/5, mais fácil e rápido. Os modelos 1/5 são raros
hoje em dia, e os 2/5 são raros fora da China exceto nas suas comunidades
espalhadas pelo mundo.
Ábaco
Japonês:
Por
volta de 1600 D.C., os japoneses adotaram uma evolução do ábaco chinês 1/5 e
chamado de Soroban. O ábaco do tipo 1/4, o preferido e ainda hoje fabricado no
Japão, surgiu por volta de 1930. Contagem: Uma vez que os japoneses utilizam o
sistema decimal optaram por adaptar o ábaco 1/5 para o ábaco 1/4, desta forma é
possível obter valores entre 0 e 9 (10 valores possíveis) em cada coluna.
Ábaco
dos Nativos Americanos (Azteca):
De
acordo com investigações recentes, ó ábaco Azteca (Nepohualtzitzin), terá
surgido entre 900-1000 D.C. As contas eram feitas de grãos milho atravessados
por cordéis montados numa armação de madeira. Contagem: Este ábaco é composto
por 7 linhas e 13 colunas. Os números 7 e 13 são números muito importantes na
civilização asteca. O número 7 é sagrado, o número 13 corresponde à contagem do
tempo em períodos de 13 dias.
Ábaco
Russo:
O
ábaco russo, inventado no século XVII, estava em uso em todas as lojas e
mercados de toda a antiga União Soviética, e o uso do ábaco era ensinado em
todas as escolas até aos anos 90. Ainda hoje é utilizado mais também se faz uso
de novas tecnologias. Contagem: Ele opera de forma ligeiramente diferente dos
ábacos orientais. As contas movem-se da esquerda para a direita e o seu desenho
é baseado na fisionomia das mãos humanas.
Ábaco
Escolar:
Em
todo o mundo, os ábacos têm sido utilizados no âmbito escolar como uma ajuda ao
ensino do sistema numérico e da aritmética. Os alunos podem aprender a usar o
ábaco para contar e registrar quantidades. Contagem: Baseado no nosso sistema
de numeração com base 10 cada bola e cada fio têm exatamente o mesmo valor e,
utilizado desta maneira, pode ser utilizado para representar números acima de
100. A vantagem educacional mais significante em utilizar um ábaco é poder levar o aluno a refletir sobre o valor
posicional e as regras de representação Sistema de Numeração Decimal.
ATIVIDADES
CONSTRUÇÃO
DO ÁBACO
As atividades com o ábaco
são organizadas para levar o aluno a refletir sobre o valor posicional e as
regras de representação de quantidades no Sistema de Numeração Decimal. O ábaco
construído será o “ábaco de pinos”.
Material
necessário: Caixinha de ovo, macarrão de furinho e
palitos de churrasco.
Para construir o ábaco o
professor irá auxiliar o aluno á todo instante para que saia tudo como o
planejado. Primeiro instruir os alunos a espetarem cinco palitinhos de churrasco
encaixados na caixinha de ovos, sempre entre um e outro espaço onde ficam os
ovos.
Distribuir o macarrão de
furinho e pedir para que coloquem o mesmo em um recipiente.
Atividades para ser entregue:
REFERÊNCIAS: